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BioFach América Latina e ExpoSustentat 2008 reúnem 7.874 pessoas e cresce 20% em relação ao ano anterior.

Os 328 expositores da BioFach América Latina e ExpoSustentat , de 23 a 25 de outubro de 2008, fizeram contatos e negócios envolvendo produtos orgânicos certificados, serviços e produtos sustentáveis em evento que reuniu 7.874 pessoas. Com a expansão mundial de negócios com serviços e produtos orgânicos, cresce a cadeia produtiva oferecida pelo Brasil aos mercados interno e externo. A demanda por garantia de rastreabilidade e preservação da biodiversidade encontrou espaço nestas duas feiras. Em 2008 a BioFach América Latina e ExpoSustentat trouxeram várias novidades nos setores de alimentos & bebidas, cosméticos e têxteis. As Salas Regionais foram o destaque da ExpoSustentat: Sala Andes-Amazônia reúne produtos de cinco países e Sala Caatinga-Cerrado alcança 6.300 famílias.


Durante a cerimônia de abertura das feiras, o ex-ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, atual vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, salientou a contribuição do Brasil à sustentabilidade mundial 

Segundo Guedes, “O Brasil é a região que mais conserva florestas primárias no planeta. A matriz energética brasileira tem caráter renovável, onde o uso do biocombustível é o mais expressivo. O plantio direto reduz em 60% as perdas de água e do solo”.

O ex-ministro considera que é possível triplicar a produção agrícola brasileira nos próximos anos, sem a necessidade de derrubada de árvores. “Temos tecnologia e áreas que já foram incorporadas ao processo produtivo. Cada vez mais o mundo se importa com a produção brasileira”.

Durante seu discurso, Guedes defendeu uma maior articulação do setor, visando à formação de uma visão integrada da cadeia de orgânicos. “Precisamos nos preocupar agora em explorar mecanismos que revelem as vantagens que a produção orgânica têm nos preços”. Outro ponto importante para ele é a questão da certificação. Ele alertou sobre a importância da credibilidade dos selos emitidos no País. 

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgou, em maio deste ano, documento sugerindo que a agricultura orgânica pode ser o caminho para se alcançar a segurança alimentar. 

"A agricultura orgânica não é mais um fenômeno apenas de países desenvolvidos, pois já é praticada comercialmente em 120 países, representando 31 milhões de hectares e um mercado de US$ 40 bilhões em 2006", aponta o documento. Na mesma publicação, a FAO prevê que o mercado movimente US$ 70 bilhões até 2012.

Se a agricultura convencional corre algum risco de ser atingida pela crise financeira internacional e pelo aumento do dólar, já que a maioria dos insumos agrícolas, especialmente herbicidas e inseticidas, é importada, o mesmo não deve acontecer com o mercado nacional de orgânicos. A opinião é do gerente de Agronegócios do Sebrae Nacional, Juarez de Paula.

“Neste momento o mercado da agricultura orgânica, que não depende dos agroquímicos, não deverá ser atingido diretamente”, disse Juarez, na abertura da Biofach América Latina / ExpoSustentat dia 23 de outubro de 2008 em São Paulo. 

O Secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, também presente na abertura do evento, destacou a importância da parceria governo e sociedade civil para a promoção da sociobiodiversidade.

"Para que os produtos desses biomas acessem novos mercados é necessário que exista uma soma de forças do governo e da sociedade civil. Não se pode achar que isso vai ser resolvido por um único ator social, por relevante que ele seja. O Governo Federal é importante, mas, sozinho, também não vai dar conta. Por isso, é fundamental que as organizações que representam as populações extrativistas, as comunidades tradicionais e os agricultores familiares estejam realmente organizados e que assumam o papel de protagonistas da sustentabilidade no aproveitamento dos recursos desses biomas” disse Egon Krakhecke, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Representando o Ministério da Agricultura estava o Sr. Francisco Jardim, Superintendente Federal do Agricultura no Estado de São Paulo , e a sra.Maria Judith Magalhães Gomes, delegada federal do Desnvolvimento Agrário em São Paulo, representou o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Sr. Felipe Suplicy, Coordenador Geral de Maricultura, representou o Ministro Gregolim, da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca.Todos reforçaram o compromisso de governo em promover o setor orgânico, os produtos da sociobiodiversidade e o acesso a mercado da agricultura familiar.

O diretor da GTZ Brasil, sr.Ulrich Krammenschneider, falou da parceria da GTZ com este evento, lembrando que biodiversidade agradece quando a sustentabilidade é respeitada.

Frank Venjakob, representando a Nuremberg Global Fairs ressaltou o a presença do Brasil na rede BioFach com eventos na Alemanha, Estados Unidos, Japão, China e Índia e convidou os presentes para a Conferência de Sustentabilidade que antecederá a BioFach em Nuremberg, em fevereiro de 2009.

O Sr.Peter Peters, diretor do banco de investimentos DEG, parceiro da Nuremberg Global Fairs nos Projeto BioFach no Brasil e na América Latina, declarou-se impressionado com a evolução destas feiras desde sua primeira edição em 2003.

O Sr.Heinz Peter Behr, cônsul da Alemanha no estado de São Paulo também presente na mesa de abertura. reforçou o compromisso da Alemanha em apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável.

Além dos compradores das grandes redes de supermercados, novos supermercados e novas lojas vieram conferir o crescimento do setor.

Além da presença das grandes redes, como Pão de Açúcar e Carrefour, supermercados regionais do Nordeste (Nordestão) e do sul (Fiesta) foram conferir o que os expositores da BioFach América Latina e ExpoSustentat ofereciam. Foi uma oportunidade ímpar para estes supermercados conhecerem as marcas que atuam no setor há muitos anos , assim saber das novidades apresentadas este ano. A Sim Alimentos - que havia fechado negócio com a italiana La Finestra Sul Cielo na BioFach AL do ano passado - trouxe as bebidas de cereais e pastas com alga para a edição deste ano. 

 

A Tifferet apresentou o molho para saladas com semente de papaia e a empresa boliviana Quinua Real - a principal responsável por apresentar o grão andino ao consumidor brasileiro - aproveitou a feira para lançar o cookie quinoa nos sabores cacau e baunilha, além da granola de quinoa. Outra presença constante nas feiras, a Biobrasil levou ao público as barras de cereais biO2 com sabores brasileiros: acerola, cupuaçu, açaí e goiaba, com embalagens voltadas ao mercado externo.A mineira Solarius conquistou admiradores pelo sabor: a linha de antepastos em potes de champignon trufado, berinjela e a novidade, a pasta de tomate seco. Segundo a diretora da Solarius, Ana Carolina Meinberg, "estamos testando os produtos há dois anos e s vamos entrar de fato no mercado com um produto com prazo de validade garantido e um sabor acabado".

A Fazenda Tamanduá, situada na Paraíba, trouxe primeira rotulagem de produtos certificados biodinâmicos, com selo DEMETER, para produtos inspecionados pelo SIF - Serviço de Inspeção Federal , do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento : Queijos e Mel da FazendaTamanduá, sediada no sertão daquele estado.

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